quinta-feira, 18 de junho de 2009

Seja Bemvinda (o)

Sou escritor. Tenho a necessidade, quase vital de estar fazendo sempre, pelo menos, duas atividades: uma é ler e a outra é escrever. Às vezes faço as duas ao mesmo tempo. Desde que aprendi a escrever que escrevo. Sei que falei, ou melhor: escrevi sobre o òbvio. Disse que desde que aprendi a escrever que crio textos. No início, era a escola, os livros... do meu primeiro livro me lembro de um poeminha, que não sei de quem é, que dizia assim: "Vejo à noite uma estrelinha/ no céu piscando, piscando/ Mamãe diz que ela pisca/ Pisca, pisca me chamando/ Quando eu crescer e papai/ Me comprar um avião/ Vou lhe buscar estrelinha/ Na palma de minha mão".

Nasci no Nordeste na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Sempre fui um aficcionado pela leitura. Em casa lia as revistas italianas de fotonovela que entravam em casa através de minha irmã Terezinha. Lí os gibís da època, tanto os infantis como "Bolinha", "Luluzinha", "Tio Patinhas", "Pato Donald", "Mickey", quanto as de adolecentes tipo: "Búfallo Bil", "Superman", "Fantasma", "Batman e Robin" revistas essas que comprávamos uma por semana e trocávamos por outra ainda não lida na porta do cinema São José no bairro das Quintas.

Era meio tímido. Ainda sou. Nessa história de timidez, era melhor, ao invés de conversar com uma garota para ficar juntinho, mandar um bilhete. Junto ia um versinho, copiado ou geralmente criado alí na hora. Fui crescendo e o amor pelos textos, todo êles era maior do que pela arte de empinar coruja ou brincar de biloca. No futebol sempre fui um perna de pau. No time do bairro, joguei em algumas posições e terminei sendo reprovado na posição de goleiro. Diziam que eu era um bom administrador. Pois é, muito pequeno virei cartola do time. Vivi cheio de inveja quando alguns amigos terminaram ou começaram no infanto/juvenil do Alecrim Futebol Clube. Fui lá também e me inscrevi para um teste e no dia indicado não passei de 20 minutos. Aos 12/13 anos "fiz" a minha atabalhoada iniciação sexual na zona do Zé de Pinto lá no bairro do Carrasco. Essa história de sexualidade assim como as mulheres com as quais tive muitos momentos de prazer virão num futuro próximo num livro que à princípio tem o título: "Fescenino - Diário do Sexo".

Pelos 14 anos, cheio de razão e pecha do macho dono da sua vida, passei a minha primeira noite fora de casa: era 6 de janeiro de 1968. Dia de Santos Reis. Dia da Festa da Limpa. Fui à festa, lá encontrei uma linda que já namorava a algum tempinho e fomos para a praia para a iniciação dela. Foi maravilhoso. Acontecimento de grande textos de romance. Quando cheguei em casa, lá pelas 7/8 horas da manhã fui recepcionado com grandes pauladas em todo o corpo. Apanhei de ripa que nem gente grande. Era uma segunda feira e na terça pela manhã peguei o trem em rumo ao Recife. Minha mãe só veio saber da fuga dois dias depois quando apareci no programa do Jorge Chau e mandei um recado para ela. Nunca mais voltei para casa. Tenho muito o que falar dessa minha história. Quem sabe um outro dia contarei mais um pouco. Sei que em São Paulo, trabalhei num monte de atividades mas, nunca esqueci da escrita. Na época da ditadura escrevia poemas de protesto. Quase panfletários. Nos anos 80 decidi que iria até Cuba apertar a mão de Fidel. Escrevi um livreto de poemas, com a ajuda de um argentino traduzi para o espanhol/casteliano e entrei na América Latina. Passei pelo Uruguay, Chile, Argentina, Paraguay, Bolívia, Peru, Equador e... Venezuela. Nesse ùltimo país tive um "problema diplomático" por estar viajando "apenas" com a identidade brasileira. Na embaixada do Brasil optei por voltar a cidade de São Paulo pois já estava com muitas saudades das pitchulas brasileiras.

No Rio Grande do Sul, após o inssucesso com um trabalho numa ONG, optei por escrever produzir e escambiar crônicas que contam um pouco da história desse estado dos pampas. Escrevi alguns textos primeiramente denominados: "Encontrão na Rua da Praia", "O Gaudério da Rua da Praia", "O Chamego da Rua da Praia", "O Metrossexual da Rua da Praia", "A Ninfeta da Rua da Praia", "Convescote na Rua da Praia", "Rua da Praia, o Corredor do Amor" e... diversificando escrevi um texto infanto/juvenil chamado: "O Caroço de Butiá" e... voltei para São Paulo.

Escrevo novas crônicas dentre elas: "História de um Taxista" e "Fogo no Amor". Trabalho no meu primeiro romance baseado na crônica: "O Metrossexual da Rua da Praia". Esse romance retrata a solidão do homem que possui muito prestígio, fama e dinheiro; com mais de três décadas de vida e exercendo um grande cargo nas empresas da família, ainda é solteiro. Recebe pressão de todos os lados. Muitas mulheres que querem deitar com ele entre elas uma linda prima. Êle tem uma paixão "secreta" e "é correspondido" mas, isso gera conflitos raciais de ambas as partes. É um romance aonde existe o amor, a paixão proibida, o sexo fortuito, os conflitos familiares, a ganância por dinheiro, o medo de amar, o mistério, o sobrenatural e muitos outros acontecimentos.

Pretendo colocar aqui essas crônicas que circularam e circulam através de meus contatos nas mesas dos bares e nas palestras. Breve as colocarei em livro e como compensação para as pessoas que já leram irão outras crônicas que juntarei no apenso: "O Cio do Ofício". Nas crônicas desse apenso escrevo ficticiamente sobre acontecimentos fortuitos envolvendo o escritor e algumas mulheres no meu trabalho de divulgação e escambo. Acho que como apresentação e de uma fornada só o texto (esse) deve estar bom para começo.

Dê a sua opinião. Ah, estou com um livro de poemas pronto: "Opúsculo de Amor e Obscenidades", está descançando agora mas, estava trabalhando num romance chamado: "Homens de Sal"; escrevo um diário, já mencionado: "Fescenino - Diário do Sexo", trabalho em alguns roteiros para teatro e cinema; produzo e realizo três workshop para divulgação de literatura, um dirigido a alunos do ensino fundamental e médio, outro para pessoas da terceira idade e outro para os pré vestibulandos em voltas com as dúvidas sobre redação e literatura.

Embora não receba, ainda, nenhuma subvenção, ajuda, apoio, patrocínio, de nenhuma instituição de origem pública ou privada, sempre nos meus folhetos, recomendo que todos visitem Natal - a cidade onde tem sol 365 dias por ano. É uma viagem fantástica que vocês jamais esquecerão.
É só. Por enquanto.

3 comentários:

  1. gostei do seu bloggere etoingresando nele pra ler o que vc escreve se eu gostar!

    tambem tenho o meu blogger e este se puder dar uma olhada e comente
    URL: http://www.blogger.com/profile/05471544018890510839mnoli

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  2. Oi Limalima,
    infelizmente ainda não consegui acessar o seu blog. Dá pra lincar ou linkar um no outro. Eu mesmo tenho, por enquanto, pelo menos 2 linkados.
    Vamos que a vida é curta.

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